O tratamento conferido pelo Banco Central ao Pix é um dos argumentos do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos para recomendar ao presidente Donald Trump a adoção de uma taxa de 25% sobre a importação de mercadorias brasileiras.
O USTR, comandado pelo embaixador Jamieson Greer, alega que o Brasil prejudica “injustamente” empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos por meio de políticas de favorecimento ao Pix. É uma referência, por exemplo, às bandeiras de cartão de crédito dos Estados Unidos.
Além disso, o comunicado do Escritório afirma haver um “conflito de interesses” envolvendo o Banco Central, com seu papel de “regulador e operador do Pix”.
“O banco tem atuado como regulador para prejudicar provedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA e favorecer o Pix”, reclama o USTR. “Os atos, as políticas e as práticas do Brasil relacionados ao tratamento preferencial ao Pix são injustos e discriminatórios.”
De acordo com o Escritório, as políticas de favorecimento ao Pix “representam um ônus ou uma restrição ao comércio dos EUA, impondo custos aos provedores de serviços dos EUA e forçando-os a promover seu concorrente brasileiro, sem compensação”.












