"Queridinho" dos brasileiros por facilitar pagamentos ao operar 24 horas por dia, sete dias da semana, fazer transferências em segundos e ser gratuito, o Pix está na mira do governo americano. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) disse nesta terça-feira (2) que o Banco Central favorece seu sistema de pagamentos instantâneos, descrito como um “campeão nacional”, em detrimento de empresas de pagamentos americanas. Lançado em novembro de 2020, durante o mandato de Roberto Campos Neto na presidência do BC, o Pix rapidamente se tornou um sucesso de público e exemplo internacional. Mas como surgiu esse sistema de pagamentos instantâneo e quem o criou? A ideia de criar o Pix surgiu de servidores públicos do Banco Central do Brasil. Os participantes do projeto se basearam em dados de formas de pagamentos instantâneos praticadas no exterior, como na Austrália e na Índia, e adaptaram ideias para promover a acessibilidade do cidadão comum ao sistema. Primeira política do BC sobre pagamentos instantâneos foi lançada em 2014, ainda na gestão de Alexandre Tombini. O projeto de fato teve início em 2016, durante a gestão do ex-presidente do BC Ilan Goldfajn. O projeto saiu do papel após os participantes convidarem agentes do mercado e da sociedade civil para ajustar as operações durante pesquisas e testes. Segundo dados do BC, mais de 170 milhões de pessoas, ou 80% da população, já fizeram uma operação com Pix. O recorde de transações num único dia ocorreu em 5 de dezembro de 2025, totalizando 313.339.828.
Quem criou e como surgiu o Pix, sucesso brasileiro que entrou na mira dos EUA
Representante Comercial dos EUA (USTR) acusa BC de favorecer seu sistema de pagamentos instantâneos, descrito como um “campeão nacional”, em detrimento de empresas de pagamentos americanas










