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“Um dia vamos ter de pôr cobro a isto.” Luís Montenegro estava na Figueira da Foz, no meio de uma obra para habitação pública, quando lançou a crítica à greve da CP que nesse dia paralisava boa parte do país. Foi o único momento da campanha em que se aflorou mexidas na legislação laboral, ainda que pela rama, defendendo uma revisão da lei da greve para garantir mais serviços mínimos. A frase marcou o debate eleitoral, mas Montenegro fazia-se valer da relativa paz social conseguida por vários acordos de valorização de carreiras na administração pública. Ainda assim, nos seus dois anos de governação, enfrentou uma média de 2,5 pré-avisos de greve por dia – abaixo dos 3,6 registados durante a maioria absoluta de António Costa.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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03 de Junho de 2026