Portugal vive um dia de caos em meio à reivindicação contra a reforma do Código de Trabalho, e os sindicatos pretendem deixar o país em suspenso para mostrar o descontentamento com o pacote trabalhista. Há paralisações na rede ferroviária e no resto do transporte público, o metrô das cidades de Lisboa e do Porto pararam de circular às vésperas da greve e os impactos na circulação de trens regionais e de longa duração devem se prolongar até quinta-feira.

Cerca de 500 voos – sendo 300 da companhia aérea portuguesa TAP – devem sofrer cancelamentos ou atrasos nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. Foram definidos serviços mínimos para a circulação de transportes assim como para o setor de saúde.

Hospitais apenas para urgências

Os hospitais e centros de saúde devem funcionar apenas para urgências, tratamentos de quimioterapia e radioterapia, serviços intensivos e blocos operatórios em casos de emergência. A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) aderiram à greve e, por isso, as consultas e cirurgias marcadas para esta quarta-feira tiveram de ser canceladas.

Outro setor bastante afetado é a educação, com a adesão da Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e do Sindicato de Todos os Trabalhadores da Educação (STOP). As escolas públicas de todos os níveis de ensino, do pré-escolar ao superior, não vão funcionar, mesmo sendo esta a última semana de aulas para milhares de alunos antes das férias de verão.