O feminicídio, no geral, é o ponto fatal de um processo gradual de agressões físicas e psicológicas que ocorrem em ambiente doméstico.
Como tal especificidade dificulta denúncias, investigações e proteção das vítimas, a violência contra a mulher exige abordagem integrada, multidisciplinar e contínua. E o Brasil ainda precisa avançar mais tanto no entendimento da complexidade desse crime quanto nas respostas oferecidas pelo poder público.
Tal cenário é exposto em pesquisa do Datafolha encomendada pelo Movimento Mulher 360.
Apesar de a imensa maioria achar que humilhar a parceira em público (94%) e forçar relação sexual no casamento (95%) sejam atitudes violentas, 45% afirmam que impedir a mulher de sair sozinha para uma comemoração não é violência ou que essa classificação depende da interação entre o casal —o mesmo se dá com o controle de amizades (41%).
A interdição da vida social e do convívio com familiares, contudo, é uma agressão psicológica comum em casos de violência doméstica e considerada, por especialistas, um fator de risco para ataques físicos e até assassinato.










