Presidente da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), José Ricardo Roriz Coelho é crítico da atuação da diplomacia brasileira na negociação de tarifas de produtos exportados para os Estados Unidos na seção 301, que pode resultar em taxação de 25%.

"A maioria [dos países que estiveram na mesma situação] se antecipou. O Brasil, não. Empurrou com a barriga", afirma o dirigente.Por um ano, o governo norte-americano fez investigação nas relações comerciais entre as duas nações, conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial) com base na seção 301 da lei de comércio norte-americana.

"A diplomacia brasileira deveria ter feito um trabalho mais profissional. Se você olhar, a União Europeia negociou, a Índia negociou, a Coreia do Sul negociou. O Brasil teve uma dificuldade muito grande de fazer esse tipo de negociação", completa.

O mecanismo da seção 301 permite ao governo americano investigar e retaliar países por práticas comerciais consideradas injustas. O USTR publicou um relatório recomendando uma tarifa de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, em resposta ao que Washington classifica como "atos, políticas e práticas incoerentes" que oneram ou restringem o comércio americano.