O relatório que justificou a proposta de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros reforça a defesa do governo de Donald Trump às "big techs", dizem advogados e lobistas americanos ouvidos pela Folha.
De acordo com eles, o presidente americano usou um arsenal parecido para conter normas europeias que iam contra a desinformação nas redes sociais. O arcabouço europeu apresenta semelhanças com medidas do STF (Supremo Tribunal Federal) e do governo Lula para reforçar a moderação de conteúdo.
O documento, de autoria do embaixador Jamieson Greer, mencionou a decisão do STF que declarou parcialmente inconstitucional o trecho do Marco Civil da Internet de 2014 que exigia ordem judicial para responsabilizar plataformas de conteúdo. Isso deverá impor custos de moderação a companhias como Meta (dona do Instagram e do Facebook), Google (dono do YouTube) e X, de Elon Musk.
Segundo Greer, essa decisão vai piorar a demanda já alta de remoção de conteúdo pelas plataformas americanas. "Relatórios de transparência da Meta indicam que, de julho a dezembro de 2025, o Brasil ordenou a restrição de mais conteúdo do que em qualquer período comparável desde 2016, incluindo cerca de 9.800 itens em cumprimento a ordens de tribunais locais."













