PUBLICIDADE Sérvio acusado de operar esquema de tráfico na América do Sul é membro da máfia italiana e teria se aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) Antun Mrdeza, acusado de tráfico de drogas entre Brasil, Europa e África — Foto: Divulgação / Polícia de Antioquia RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 17:06 Polícia Federal mira "Jhon Gotti" em operação contra tráfico global Antun Mrdeza, conhecido como Nikola Boros ou Jhon Gotti, é um dos traficantes mais procurados do mundo e alvo da Operação Narco Sky da Polícia Federal brasileira. Acusado de operar um esquema de tráfico de drogas na América do Sul, ele é membro da máfia italiana e teria se aliado ao PCC. Considerado foragido, Mrdeza está na lista da Interpol e enfrenta processos em sete países. A operação busca desarticular a rede criminosa que utiliza rotas marítimas para enviar drogas a países europeus e africanos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O sérvio Antun Mrdeza, vulgo Nikola Boros ou ainda Jhon Gotti, é um dos alvos da Operação Narco Sky, deflagrada nesta terça-feira (2) pela Polícia Federal brasileira, que busca desarticular um esquema de tráfico internacional de drogas para países europeus e africanos por rotas marítimas. Acusado de operar a estrutura na América do Sul, Mrdeza é, segundo investigadores, membro da máfia italiana e teria se aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a Polícia Federal, Jhon Gotti era um dos financiadores das operações, proprietário de grandes cargas de drogas e tinha autoridade sobre operadores do esquema no Brasil, exigindo, inclusive, prestações de contas após apreensões da polícia. Mrdeza estaria atualmente na Venezuela, mas o paradeiro dele é desconhecido pela PF, que o considera como foragido. Após a operação desta terça, seu nome foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol. O traficante responde a processos em sete países. Na Colômbia, é considerado pelas autoridades um dos membros do chamado "Novo Conselho do Narcotráfico", uma rede transnacional que reúne chefões da América Latina e da Europa responsáveis por movimentar os maiores carregamentos de cocaína do mundo. No país, ele protagonizou uma fuga cinematográfica em 2023, quando, perseguido pela polícia e na eminência de ser extraditado, deixou o aeroporto de Rionegro em meio a disparos de agentes de segurança. Estados Unidos em cena Após escapar, foi flagrado pelo Departamento de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA) em reunião com membros do tráfico em Putumayo, fronteira com o Equador, na região amazônica. Após o encontro, Mrdeza teria ido a Guayaquil, já no Equador, e, por fim, chegou à Venezuela, onde foi capturado em 22 de maio de 2025. Seu paradeiro nesse país não está claro. O sérvio também é associado a Alejandro Salgado Vega, conhecido como El Tigre, o traficante de drogas mais procurado da Espanha, segundo o jornal El País. O encontro em Putumayo serviu também como ferramenta de pressão de Donald Trump sobre os governos da Colômbia e da Venezuela. Na ocasião, Mrdeza encontrou-se com Giovanny Andrés Rojas, conhecido como Araña, líder dos Comandos da Fronteira (organização armada de narcoguerrilheiros e dissidentes das Farc) e preso na Venezuela desde 2025. A Casa Branca solicitou a extradição de ambos os criminosos e o assunto é discutido entre os três países. Operação em SP, RS e PA A Operação Narco Sky é um desdobramento da Operação Narco Vela, de abril do ano passado, que teve início a partir de uma comunicação do DEA de uma apreensão de 3 toneladas de cocaína em fevereiro de 2023, dentro um veleiro. Cerca de 30 policiais federais cumprem dez mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos, em endereços localizados nos estados de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Pará. A partir de informações obtidas por mecanismos de cooperação jurídica internacional, os investigadores identificaram uma estrutura criminosa voltada ao transporte de drogas do Brasil para países da Europa e da África, por rotas marítimas internacionais. Os investigadores chegaram aos criminosos pela análise de dados telemáticos da plataforma criptografada SKY ECC, obtidos por meio de cooperação jurídica com autoridades francesas. Documento da PF descrevem pelo menos cinco eventos específicos de remessa de cocaína, realizados entre março e agosto de 2020, a partir de portos brasileiros. A Justiça Federal também determinou o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 631 milhões em bens e valores. Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de tráfico internacional de drogas e de associação para o tráfico.
Quem é Antun Mrdeza, um dos traficantes mais procurados do mundo e alvo da PF
Sérvio acusado de operar esquema de tráfico na América do Sul é membro da máfia italiana e teria se aliado ao Primeiro Comando da Capital (PCC)








