Alta mais intensa de blue chips garantiu fôlego extra ao índice, deixando em segundo plano a ameaça tarifária de Donald Trump contra o Brasil Ibovespa tem dia de respiro com apoio de Vale e bancos após cinco sessões seguidas de queda — Foto: Julio Bittencourt/Valor Após cinco sessões consecutivas de perdas, o Ibovespa apresentou um dia de alívio nesta terça-feira, em um movimento característico de correção. Embora os sinais sobre as conversas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã permaneçam confusos, a alta mais intensa de blue chips garantiu um fôlego extra ao índice, deixando em segundo plano a ameaça tarifária de Donald Trump contra o Brasil. Depois de oscilar entre os 172.199 pontos e os 174.894 pontos, o Ibovespa encerrou em alta de 1,16%, aos 174.197 pontos, puxado pelo forte ganho das ações da Vale, que subiram 4,04%, em um dia positivo para mineradoras e siderúrgicas. Bancos também registraram ganhos, especialmente as preferenciais do Bradesco, que avançaram 1,52%. Na ponta contrária, as ações da Petrobras terminaram em queda, na contramão da alta de preços do petróleo. As PN da petroleira cederam 0,53%, enquanto as ON perderam 0,62%. Hoje, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa chegou a R$ 16,4 bilhões, e a R$ 22,3 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi de ganhos para os principais índices americanos. No fim, o Dow Jones avançou 0,45%; o S&P 500 teve alta de 0,13%; e o Nasdaq fechou estável (+0,03%).