O Ibovespa avança nesta terça-feira, impulsionado pela redução da aversão ao risco nos mercados globais. Os investidores deixam em segundo plano a ameaça tarifária dos Estados Unidos contra o Brasil e seguem acompanhando as sinalizações contraditórias de Washington e Teerã, ainda com a expectativa de que as negociações resultem em um acordo. Neste cenário, as ações da Vale e dos bancos sustentam os ganhos do índice, enquanto os papéis da Petrobras rondam a estabilidade. Por volta das 10h20, o Ibovespa subia 0,56%, aos 173.155 pontos, após oscilar entre os 172.199 pontos e os x173.512 pontos. No mesmo horário, o futuro S&P 500 caía 0,30% e o Stoxx 600 tinha alta de 0,42%. O volume financeiro projetado para o índice é de R$ 10,9 bilhões. Um participante do mercado avalia que parte da reação dos ativos nesta terça-feira também está relacionada ao endurecimento da postura dos Estados Unidos em relação ao Brasil. “Se, por um lado, a medida tem implicações econômicas negativas, por outro, é vista por alguns investidores como um movimento alinhado a pautas defendidas pela direita”, afirma o gestor. “O comunicado do USTR deixa claro que as tarifas têm motivação política.” O profissional acrescenta que o mercado ainda assimila a vitória inesperada do candidato de direita no primeiro turno das eleições colombianas, evento que foi interpretado por parte dos investidores como mais um sinal de fortalecimento de candidaturas de centro-direita na América Latina.
Ibovespa avança com alívio geopolítico e deixa ameaça tarifária dos EUA em segundo plano
Neste cenário, as ações da Vale e dos bancos sustentam os ganhos do índice, enquanto os papéis da Petrobras rondam a estabilidade







