A Fitch Ratings reiterou as notas de crédito em moedas estrangeira e local “BB-” da Simpar e de suas controladas, Movida, Vamos e JSL, mantendo também as notas nacionais inalteradas em “AA(bra)”, todas com perspectiva estável. Os analistas Gisele Paolino, Marcelo Pappiani e Savério Minervini escrevem que a manutenção das notas reflete uma inflexão estrutural e estratégica no grupo Simpar. Ao mesmo tempo, por questões comerciais, reiterou as notas “BB-” da JSL. Confira os resultados e indicadores de Simpar, JSL, Movida, Vamos e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Após anos de agressiva expansão de frota que resultaram em queima de caixa e pressão sobre o endividamento, a holding e suas controladas iniciaram uma transição focada em ganhos de eficiência, menores investimentos e desalavancagem. A agência projeta que o fluxo de caixa livre consolidado da Simpar se tornará positivo a partir deste ano, somando R$ 2,1 bilhões até 2027, impulsionado por um corte nos investimentos e pela forte venda de veículos usados. Na Vamos, aumento de capital de R$ 600 milhões que permitiu a entrada do BNDESPar e diluiu a participação da Simpar para 56% será fundamental para manter a alavancagem sob controle. Movimento semelhante ocorreu na Movida, com injeção de R$ 750 milhões, também com participação do BNDESPar, que reduziu a fatia da Simpar para 60,9%, ajudando a empresa a retomar a geração de caixa já neste ano. Na JSL, a estratégia para preservar a rentabilidade e manter a geração de caixa baseia-se na transição para um modelo de negócios de baixa intensidade de ativos, passando a depender mais de transportadoras terceirizadas. Embora a alavancagem consolidada da Simpar ainda exceda temporariamente os limites da sua categoria de rating, os analistas avaliam que a posição de liquidez do grupo é adequada e sua flexibilidade financeira permanece forte. O caixa líquido recente e um volume considerável de frota desonerada oferecem proteção contra o perfil de vencimento de dívidas, mitigando efeitos dos juros altos e sustentando a competitividade do conglomerado a longo prazo.