PUBLICIDADE Estudo estima que taxa efetiva subirá para 13,8%, contra 9% atuais Relatório do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomenda a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, mas prevê uma lista enorme de exceções — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 10:38 EUA propõem nova tarifa de 25% sobre exportações do Brasil O Escritório do Representante de Comércio dos EUA propôs uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, com exceções para itens principais como carnes e aeronaves. Atualmente, a tarifa efetiva é de 9%, mas pode subir para 13,8% se implementada. O governo Lula considera a medida sem fundamento e avalia suas opções de resposta. A decisão ocorre após tarifas anteriores de 10% e 50%, vinculadas a questões legais e políticas internacionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) divulgou um relatório preliminar de sua investigação sobre práticas comerciais desleais do Brasil, iniciada no ano passado com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório recomenda a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre exportações brasileiras, mas prevê uma lista enorme de exceções que, na prática, isenta os principais itens da pauta brasileira, como carnes, aeronaves, suco de laranja e terras-raras, da sobretaxa. O Brasil, neste momento, estava sob uma tarifa global de 10% aplicada pelos EUA após o governo do presidente americano Donald Trump ter sofrido uma derrota na Suprema Corte dos EUA que anulou taxas baseadas na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). Os produtos brasileiros chegaram a pagar 50% de tarifa, considerando uma taxa recíproca de 10% e um adicional de 40% relacionado, em parte, ao tratamento da Justiça brasileira ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Após a derrota na Justiça, os EUA acionaram então a Seção 122, instrumento nunca antes usado na História americana e que concede ao presidente o aval para impor tarifas sobre bens importados para os Estados Unidos em caráter temporário, a fim de enfrentar preocupações relacionadas à forma como o dinheiro entra e sai do país. Sob este regramento, os EUA aplicaram uma tarifa de 10% sobre todos os seus parceiros comerciais. Mas, considerando a lista de exceções, segundo cálculos do Goldman Sachs, a tarifa média ponderada de importação dos EUA sobre produtos brasileiros ficou em 9%. Agora, no escopo da Seção 301, que trata de práticas desleais ao comércio, o USTR recomendou tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros. Em relatório divulgado na manhã de terça-feira, o Goldman Sachs estima que, caso a tarifa de 25% substitua a atual taxa de 10% da Seção 122, mantendo-se a mesma lista de isenções, a tarifa média ponderada aplicada ao Brasil subiria para aproximadamente 13,8%. O relatório destaca que as exportações brasileiras para os EUA representam pouco menos de 2% do PIB brasileiro.
Sobretaxa dos EUA: Brasil já teve tarifa de 50% e de 10%, como ficará agora? Entenda
Estudo estima que taxa efetiva subirá para 13,8%, contra 9% atuais










