Há uma mulher sentada numa cadeira, num espaço público indistinguível, concorrido, a segurar um guarda-chuva vermelho, um símbolo da luta das pessoas que se dedicam ao trabalho sexual. Ninguém dá por ela. Conforme vai expondo a sua situação laboral vai sendo apagada.A campanha, intitulada “Invisíveis”, é lançada esta terça-feira, Dia Internacional dos Trabalhadores do Sexo. E tem uma mensagem que não será simples para muitas pessoas, mas que é clara: “Trabalho sexual é trabalho sem direitos.”Foi desenvolvida pela organização não governamental para o desenvolvimento Ser Mudança, a pedido da Plano Aproxima, um projecto de intervenção social focado na promoção da saúde, inclusão e defesa dos direitos humanos. E conta com a colaboração do Movimento dos Trabalhadores do Sexo (MTS), da Associação Existências e do Porto G, que é um projecto de saúde e cidadania da Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES).A Ser Mudança usa as artes do cinema e outras expressões criativas como ferramenta de intervenção e transformação social. Na sua estrutura, tem um departamento que, nas palavras de Roger More, se dedica “a ajudar as associações e as empresas que apostam no terceiro sector a desenvolver campanhas”.