Neste domingo (7), a avenida Paulista recebe a Parada do Orgulho LGBT+, que, além de ser uma das maiores do mundo, é um dos principais eventos culturais do calendário da cidade. A 30ª edição acontece dias depois da aprovação, em primeiro turno, de um projeto na Câmara Municipal de São Paulo que impõe limites à realização de eventos do tipo.
A proposta do vereador Rubinho Nunes (União Brasil) proíbe crianças e adolescentes em eventos que "façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+" e determina que eles sejam feitos só em espaços fechados. A medida —que precisa passar por segunda votação antes de seguir para análise da prefeitura— foi apontada como inconstitucional.
O projeto vem na esteira de uma ofensiva anti-LGBTQIA+ no Legislativo brasileiro; até 31 de maio deste ano, a plataforma Observatória contabilizou ao menos 580 projetos com teor contrário a essa população lançados desde 2019. No setor privado, isso tem se refletido no afastamento de empresas dessa agenda, com menos ações voltadas ao apoio a iniciativas de proteção e celebração da diversidade.
No Café da Manhã desta sexta-feira (5), o advogado Renan Quinalha, professor de direito da Unifesp e coordenador do núcleo TransUnifesp, discute projetos contrários à garantia de direitos da população LGBTQIA+ no Brasil, analisa a estratégia política dessa ofensiva e os impactos dela. Renan é autor de livros como "Movimento LGBTI+: Uma Breve História do Século XIX aos Nossos Dias" (Ed. Autêntica).









