Vídeo que viralizou nas redes mostra barracas abandonadas, cilindros de oxigênio vazios e resíduos espalhados no último acampamento antes da subida ao cume Angelina Angelova compartilhou a sujeira no monte — Foto: Instagram/@angelova__angelina RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 06:47 Superlotação do Everest: Lixo no Acampamento IV gera alerta ambiental Imagens divulgadas pela alpinista Angelina Angelova mostram o acúmulo de lixo no Acampamento IV do Everest, reacendendo o debate sobre a superlotação e exploração comercial da montanha. O acampamento, situado a 7.925 metros, está repleto de barracas abandonadas e cilindros de oxigênio vazios, transformando a área em um depósito de resíduos. A situação evidencia os impactos ambientais das crescentes expedições, apesar de operações de limpeza. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Imagens compartilhadas nas redes sociais, pela alpinista de Dubai, Angelina Angelova, reacenderam o debate sobre os impactos da crescente exploração comercial do Monte Everest. O vídeo, publicado no fim de semana, mostra o Acampamento IV, o ponto de apoio mais alto da montanha, localizado a 7.925 metros de altitude, tomado por barracas abandonadas, cilindros de oxigênio vazios e outros resíduos deixados por expedições. Situado no Colo Sul, entre o Everest e o Lhotse, o acampamento é a última parada antes da travessia da chamada "Zona da Morte", região acima dos 8 mil metros onde a quantidade de oxigênio disponível é insuficiente para sustentar a vida por longos períodos. Nas imagens, dezenas de barracas desgastadas aparecem espalhadas pela neve, transformando um dos locais mais emblemáticos do planeta em um depósito de equipamentos descartados. Assita: A repercussão levou o perfil Everest Today, dedicado à cobertura da montanha, a criticar a situação. "O que deveria ser um dos lugares mais extraordinários do planeta tornou-se, de muitas maneiras, uma das faces mais feias da comercialização do Everest. A montanha merece algo melhor", publicou a página. O problema ocorre em meio a uma temporada recorde de escaladas. Em maio, 274 pessoas alcançaram o cume em um único dia, superando a marca anterior registrada em 2019. Neste ano, quase 500 alpinistas estrangeiros receberam autorização para tentar a subida pelo lado nepalês da montanha, alimentando preocupações sobre superlotação, segurança e impactos ambientais. Vídeo expõe barracas abandonadas e resíduos no Everest e gera críticas à exploração comercial da montanha — Foto: Instagram/@angelova__angelina Apesar de operações periódicas de limpeza, remover resíduos do Everest continua sendo uma tarefa arriscada. Em 2024, uma equipe de sherpas e soldados nepaleses retirou 11 toneladas de lixo e recuperou quatro corpos da montanha. Segundo Ang Babu Sherpa, responsável pela missão, foram encontrados cilindros de oxigênio, barracas antigas, cordas e embalagens que, em alguns casos, estavam no local havia quase sete décadas.