Encerrada oficialmente no último dia 29 de maio, a temporada de subida ao monte Everest, a 8.849 metros de altitude, no Nepal, teve o recorde de mais de 1.000 escaladores, cinco mortes e o número inédito de 275 escaladores finalizando a subida no dia 21 de maio, o que gerou mais fotos como as que desde 2019 correm mundo, de grandes filas no Hillary Step, reta final de acesso.
Mas a notícia mais chocante que veio do Everest nesta temporada foi a sobrevivência milagrosa de Hillary Dawa Sherpa, 52, guia que descia do cume com um grupo de clientes e passou mal na Yellow Band, área localizada entre 7.200 e 7.900 metros de altitude. Segundo relatos que circularam nas redes, inclusive do britânico Chris Trow, que estava com o grupo, ele teria se sentado para descansar enquanto os outros seguiam em frente, impelidos pelo fato contado por Trow de um dos clientes estar sofrendo com princípio de congelamento nas extremidades e precisar de auxílio urgente. O sherpa se viraria.
O grupo conseguiu levar o cliente em segurança até a área em que o resgate por helicóptero é possível. Hillary Dawa Sherpa não foi mais visto até o final da temporada.
Na manhã de 4 de junho, quando as escadas e cordas já haviam sido retiradas e os fiscais da SPCC (Sagarmatha Pollution Control Committee) encerravam as atividades na região, eles viram na neve um vulto que engatinhava em sua direção. Era Hillary, que havia conseguido se arrastar até uma barraca abandonada no Campo 3, para continuar sua descida já sem oxigênio suplementar ou comida.














