Até agora a conversa política sobre inteligência artificial tem se concentrado em prevenir danos ao público. E se a IA levar à perda massiva de empregos? E se for usada para vigilância? Para armas biológicas? E se concentrar riqueza e poder nas mãos de poucos enquanto atua como agente de atrofia cognitiva e social para muitos? E se sistemas futuros escaparem do nosso controle ou ultrapassarem nossa compreensão?
Esses perigos são reais ou pelo menos plausíveis. Políticas para preveni-los ou responder a eles são essenciais. Mas há outra conversa política que está estranhamente ausente: como a IA beneficia o público?
Os bens públicos da IA não são, reconheço, o tema politicamente mais popular no momento. As pesquisas de opinião sobre IA são desanimadoras, mesmo que seu uso esteja explodindo. Data centers são terrivelmente impopulares e, em algumas jurisdições, proibidos.
O papa Leão 14 dedicou sua primeira encíclica aos perigos da tecnologia. Muitos veem o uso de IA como algo beirando a imoralidade —ela aumenta a demanda por uma tecnologia superestimada e perigosa cuja implementação precisa ser desacelerada ou talvez até interrompida.
Eu parto de uma perspectiva diferente. A IA está aqui. Ela será usada. Mas como é usada, para quê e por quem são questões significativas.














