Milhares de pessoas vestindo a camisa amarela da seleção se reúnem em um comício para ouvir seu candidato discursar. Ele acaba de passar para o segundo turno das eleições após derrotar o adversário de esquerda, surpreendendo analistas que o consideravam inadequado demais para ser levado a sério. Atrás do palco, um telão exibe imagens do político prestando continência.

A cena ocorreu neste domingo (31) em Barranquilla. Foi ali que o advogado Abelardo de la Espriella comemorou a vantagem de quase três pontos percentuais sobre o veterano Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro, contrariando o que indicavam as principais pesquisas de intenção de voto para este primeiro turno.

Assim como ele, uma multidão usava a tradicional camisa da Colômbia, amarela, com listras vermelhas e gola azul. Os apoiadores respondiam a um chamado de Espriella, que adotou a estratégia no comício de encerramento da sua campanha, há pouco mais de uma semana.

Ao longo dos últimos dias, encorajou seus eleitores a irem votar com a veste tricolor. "Isso é um sentimento de patriotismo, uma demonstração de amor pela nossa nação e de união entre os colombianos", afirmou o candidato na semana passada, causando desconforto na esquerda, que vê apropriação de um símbolo nacional.