Pesquisadores da Universidade Harvard criaram agentes de inteligência artificial que desenvolveram comportamentos sofisticados, como migrações e disputas por recursos, sem receber instruções humanas.

O estudo sugere que será possível um dia desenvolver sistemas capazes de criar estratégias mais eficientes de forma autônoma e se adaptar a ambientes complexos sem treinamento explícito. Para outros especialistas, que não participaram do estudo, o problema é que, quanto mais independentes essas máquinas se tornam, mais difícil será prever e controlar suas ações.

O trabalho foi realizado por um grupo liderado por Aaron Walsman, pesquisador do Instituto Kempner, centro de pesquisas sobre inteligência natural e artificial ligado a Harvard. O estudo foi publicado em 2025 no site arXiv, usado por cientistas para antecipar o resultado de pesquisas que ainda não passaram pelo processo de revisão exigido para publicação em periódicos acadêmicos.

Até agora, a forma mais comum de criar sistemas de inteligência artificial envolve treinamento com grandes volumes de dados. Modelos como o ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic, são treinados por cientistas, engenheiros e especialistas em segurança de dados para reconhecer padrões em textos e construir respostas. Depois, eles são ajustados por humanos para ser mais úteis e seguros.