A natureza do trabalho cognitivo está mudando completamente. Trabalhar com a cabeça significa agora gerir inteligências artificiais.
A IA que surgiu em 2023 girava em torno de perguntas e respostas. Era a IA "respondedora". Só que, a partir de 2025, a IA que faz diferença é a que opera por meio de agentes. Você delega uma tarefa e o agente executa.
É como a diferença entre o motor e o automóvel. O motor surgiu antes. Por décadas, seu uso foi genérico e difuso. Só quando foi acoplado a uma carroceria com rodas, freios e direção é que o mundo mudou. A IA respondedora é o motor. A IA agêntica é o carro.
O termo usado para designar essa infraestrutura que envolve os modelos de IA é "harnesses" (arreios). São eles que gerenciam ferramentas e contextos que permitem que a IA possa ter sucesso em tarefas específicas.
Se olharmos ao redor, há arreios de IA para praticamente todas as tarefas digitais, criados por startups independentes e pelas próprias empresas do setor. Cada um com uma especialidade: fazer design, documentos, planilhas, escrever software, cuidar de processos corporativos, operar o navegador, fazer compras, preencher formulários, produzir conteúdo, inspecionar cibersegurança, gerenciar mídias sociais, pesquisar, selecionar notícias e conversar entre si para trocar informações.







