Qualquer pessoa ou empresa americana que, mesmo remotamente, mantenha relação com membros do PCC ou do CV pode se ver exposta a responsabilidade criminal federal. Operação da polícia contra tráfico na favela da Penha no Rio de Janeiro — Foto: Aline Massuca/Reuters A decisão do governo Trump de reclassificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) de organizações de tráfico de drogas para organizações terroristas internacionais — as chamadas Foreign Terrorist Organizations, ou FTO — é mais do que um gesto político. Trata-se de uma mudança jurídica de consequências práticas amplas, cujo alcance precisa ser melhor compreendido tanto no debate público brasileiro quanto, sobretudo, pelos agentes econômicos e operadores jurídicos que atuam em relações entre os dois países.
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