Instituto criou um grupo de trabalho para revisar todos os processos de licenciamento da empresa que foi alvo de operações da Polícia Federal Inea faz vistoria na Refit — Foto: Reprodução / Inea RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 14:23 Refinaria de Manguinhos sob investigação por crimes ambientais e fiscais O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou uma vistoria na Refinaria de Manguinhos (Refit) devido a denúncias de irregularidades ambientais e fiscais. Um grupo de trabalho foi criado para revisar os processos de licenciamento da empresa, que enfrenta investigações por sonegação fiscal e contaminação ambiental. A empresa, já interditada pela ANP em 2024, pode ter suas operações suspensas. Investigações federais e estaduais continuam em andamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realiza nesta segunda-feira uma vistoria técnica na Refinaria de Manguinhos (Refit), alvo de operações da Polícia Federal desde o ano passado por irregularidades ambientais e sonegação fiscal. No mês passado, uma portaria do instituto criou um grupo de trabalho para revisar todos os processos de licenciamento da empresa. A ação de hoje conta com 20 agentes do Inea, além do apoio de policiais do Comando de Polícia Ambiental (CPAM). O grupo de trabalho criado pelo Inea é composto por oito servidores do órgão e terá um mês para analisar todas as licenças emitidas em favor da Refit. A empresa do setor de combustíveis, apontada por investigações da Polícia Federal e da Receita Federal como uma das maiores devedoras de impostos do país, pode ficar proibida de operar caso a licença venha a ser suspensa. A equipe também estuda um possível cancelamento da licença do instituto para um duto pelo qual a Refit descarrega combustíveis no Porto do Rio. A partir de agosto de 2025, a Refit tornou-se alvo de uma série de investigações federais e estaduais, com a deflagração das operações Carbono Oculto, Cadeia de Carbono e Poço de Lobato para apurar irregularidades no setor. A Sem Refino, por exemplo, investiga a atuação da empresa, apontada por autoridades por práticas de sonegação e descaminho. A operação focou esforços no lado político do esquema. Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação envolveu buscas e apreensões em diversos endereços, que incluíram o ex-governador Cláudio Castro e ex-secretários do estado do Rio de Janeiro. Histórico da Refit Interditada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) no ano passado devido a irregularidades na compra e refinamento de gasolina, a Refit esteve em meio a uma polêmica em 2024, quando teve sua licença de atuação mantida mesmo após um relatório apontar contaminação do solo e riscos de danos à saúde. Na época, as informações técnicas sobre a concentração de poluentes acima do limite permitido não foram consideradas pelo Inea, que renovou a autorização de operação da refinaria. A contaminação foi identificada pelo Relatório de Operação encomendado pela própria Refit no início de 2024. Como mostrou a TV Globo à época, o estudo encontrou concentrações de contaminantes, em 2023, acima dos valores de referência, principalmente de benzeno, etilbenzeno, tolueno, xileno, que podem causar câncer. Um mês antes de a licença da refinaria expirar, ela acabou renovada sem a análise desse relatório. Na ocasião, quatro servidores do Inea foram exonerados diante de divergências internas. A Refit negou que houvesse contaminação, e disse que os dados retrataram uma situação específica sobre novos poços de bombeamento. Ainda no ano passado, supostas inconsistências técnicas voltaram a ser constatadas na Refit. Segundo a ANP, há suspeita de “importação irregular de gasolina”. Isso porque a refinaria adquiria uma substância chamada nafta, depois misturada com etanol, até ser vendida para os postos de gasolina. Além disso, faltariam evidências de que o refinamento de petróleo acontecia de fato, pelos dados operacionais internos.
Inea faz vistoria na Refit em meio a denúncias de irregularidades ambientais e fiscais
Instituto criou um grupo de trabalho para revisar todos os processos de licenciamento da empresa que foi alvo de operações da Polícia Federal






