O Ministério Público da Venezuela abriu uma investigação sobre uma operação policial realizada no último sábado (30) em um estabelecimento frequentado pelo público LGBTIQ+ na cidade de Barquisimeto, no oeste do país.
Segundo ONGs, cerca de 30 homens foram detidos pelos agentes sob a acusação de "praticar o crime da homossexualidade".
A Venezuela é um país conservador que não reconhece direitos como o casamento entre pessoas do mesmo sexo ou a mudança da identidade de gênero. Organizações de direitos humanos denunciam episódios recorrentes de discriminação e abusos contra a população LGBT, inclusive por parte das autoridades.
As organizações Observatório Venezuelano de Violências LGBTIQ+, Caleidoscopio Humano e Movimento Somos denunciaram, em um comunicado em conjunto, o que chamaram de "invasão ilegal" do local, além de atos de extorsão e detenções realizadas por policiais à paisana.
Segundo as entidades, os agentes acusaram os frequentadores de "praticar o crime da homossexualidade", conforme relatos das vítimas.









