Esta é uma nova onda de solturas concedidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez a presos políticos Justiça da Venezuela concede liberdade a 379 presos políticos após lei de anistia — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 01:52 Libertação de Oficiais Venezuelanos Marca Nova Fase de Anistia Política Oito oficiais militares venezuelanos, incluindo um general, foram libertados após acusações de conspiração contra Nicolás Maduro em 2017. A soltura, parte de uma nova onda de libertações de presos políticos pelo governo interino de Delcy Rodríguez, inclui figuras do "Caso Paraquedista". A ação ocorre em meio a uma lei de anistia controversa e contínuas demandas por liberdade de presos políticos no país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Oito oficiais militares venezuelanos, incluindo um general, acusados ​​em 2017 de conspirar para um golpe de Estado contra Nicolás Maduro, foram libertados da prisão na terça-feira, em meio a uma nova onda de solturas concedidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez a presos políticos. Esses oito oficiais estão ligados ao chamado "Caso Paraquedista", no qual foram acusados ​​de incitar a violência contra o governo Maduro. Entre eles também estava o General Raúl Isaías Baduel, ex-aliado de Hugo Chávez, que morreu na prisão em 2021. Duas filhas do General Baduel, Andreína e Margareth, lideram a campanha pela libertação de presos políticos e exigem a libertação de seu irmão, Josnars Baduel, preso desde 2020 por suposto envolvimento em uma incursão para derrubar Maduro. Os sargentos deixaram o tribunal sob aplausos de um grupo de pessoas que os abraçaram e choraram. Vestidos com camisetas amarelas, alguns ergueram o punho em sinal de vitória, segundo imagens transmitidas pela ONG Foro Penal, no canal X. O general Lozada, por sua vez, saiu em uma cadeira de rodas, mas se levantou e cobriu o peito com uma bandeira venezuelana. "Confirmamos a libertação, após cumprirem suas penas, dos sargentos paraquedistas e do general (Ramón) Lozada", informou Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG, ao canal X. Eles estavam presos há mais de nove anos, acrescentou. O presidente interino, que assumiu o poder na Venezuela após a captura de Maduro em uma operação dos EUA, promoveu uma lei de anistia que exclui a maior parte dos militares, que também são considerados presos políticos por ONGs. Jorge Arreaza, presidente da comissão parlamentar que monitora a anistia, argumentou na terça-feira que houve "atrasos em alguns processos" e que, durante o governo Maduro, não havia "condições políticas" para que os casos fossem julgados. "Estávamos numa situação muito polarizada", disse ele numa entrevista à televisão estatal. Um primeiro grupo de 31 militares, também acusados ​​de rebelião e traição, foi libertado em fevereiro sob liberdade condicional. Segundo o Foro Penal, quase 800 presos políticos foram libertados desde janeiro. O governo alega que 8 mil pessoas foram beneficiadas pela anistia em vigor desde fevereiro, mas a maioria não foi presa, e sim estava respondendo a processos judiciais. A ONG alertou que, em 25 de maio, ainda havia 409 presos políticos no país.