Centenas de presos assumiram controle de um presídio na Venezuela neste domingo (24) em protesto contra a prática de tortura por parte das autoridades carcerárias. A rebelião no Internado Judicial de Barinas, a 500 quilômetros de Caracas, já dura 24 horas.
De acordo com uma autoridade ouvida pela agência de notícias AFP, o diretor do presídio, Elvis Guerrero, foi demitido —familiares de detentos diziam que Guerrero, no cargo há apenas uma semana, era diretamente responsável pela piora nas condições da unidade.
No domingo, os detentos se reuniram no telhado da prisão, onde penduraram faixas com mensagens em que pedem ajuda e atearam fogo em colchões e lençóis. Vários deles tinham o rosto coberto.
Agentes cercaram a prisão, em frente à qual dezenas de familiares se reuniam, apreensivos. Yelitza Arrollo disse à AFP que não tem notícias do filho desde o último dia 8. "Estão sofrendo, porque estão sendo agredidos, torturados", afirmou.
Nesta segunda-feira (25), mais de cem detentas da ala feminina do presídio foram transferidas, e as autoridades penitenciárias disseram que instalariam uma "mesa técnica" para negociar com os detentos em rebelião.










