Em 2023, policiais já haviam prendido 33 homens em operação em spa particular Venezuela investiga operação policial que prendeu 30 homens em estabelecimento LGBTQ+ — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 03:13 Venezuela: Detenção de 30 homens LGBTQ+ gera investigação e críticas A Procuradoria-Geral da Venezuela investiga uma operação policial que deteve 30 homens em um estabelecimento LGBTQ+ em Barquisimeto, acusados de "cometer o crime de homossexualidade". ONGs denunciam a ação como ilegal e discriminatória, destacando a falta de proteção legal para a comunidade LGBTQ+ no país. Cinco policiais serão julgados. Em 2023, casos semelhantes ocorreram, reforçando preocupações sobre homofobia estatal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Procuradoria-Geral da Venezuela abriu, neste domingo, uma investigação sobre a operação policial em um estabelecimento LGBTQ+, onde 30 homens foram detidos sob a acusação de "cometer o crime de homossexualidade", de acordo com diversas ONGs. A Venezuela é um país conservador, sem leis que protejam os direitos da comunidade LGBTQ+, como o casamento igualitário ou o reconhecimento legal de gênero. Defensores dos direitos humanos denunciam atos arbitrários e discriminatórios contínuos contra eles, inclusive por parte das autoridades. O Observatório Venezuelano da Violência LGBTQ+, o Caleidoscópio Humano e o Movimento SOMOS denunciaram, em comunicado conjunto, "a operação ilegal, atos de extorsão e detenção" por policiais "à paisana" em um "estabelecimento de entretenimento LGBTQ+" em Barquisimeto, estado de Lara (oeste da Venezuela). Segundo as vítimas, as autoridades "acusaram os homens de 'cometer o crime de homossexualidade'", afirmou um comunicado divulgado por ONGs neste domingo. Pelo menos 33 homens foram detidos por dez horas durante a operação policial de sábado, informou a mídia local. O procedimento "criminaliza e submete pelo menos 33 homens presentes à humilhação pública, expondo sua orientação sexual a familiares e amigos", reclamaram as ONGs. A promotoria anunciou logo em seguida a "inauguração de um inquérito criminal sobre a suposta operação e a prática de atos contrários à ética pública". Cinco policiais serão levados a julgamento, acrescentou a promotoria em um comunicado. Em 2023, policiais prenderam 33 homens em uma operação em um spa particular em Valência, no estado de Carabobo (centro-norte da Venezuela). Ativistas denunciaram as prisões como uma política de "homofobia patrocinada pelo Estado". Trinta deles receberam liberdade condicional, enquanto os demais, incluindo o proprietário do estabelecimento, foram liberados dias depois.