A ABJD (Associação Brasileira de Juristas pela Democracia) protocolou nesta segunda-feira (1º) uma representação na PGR (Procuradoria-Geral da República) pedindo a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A entidade sustenta que o parlamentar pode ter cometido o crime de atentado à soberania nacional ao solicitar ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Flávio se reuniu com Trump na Casa Branca no último dia 26 de maio e afirmou publicamente ter pedido ao norte-americano que adotasse a medida.

Dois dias depois, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou que as duas facções brasileiras passariam a ser classificadas como "organizações terroristas estrangeiras" e "terroristas globais especialmente designados".

Para a ABJD, a iniciativa representa uma tentativa de provocar interferência estrangeira em assunto que cabe exclusivamente ao Estado brasileiro. A entidade argumenta que a legislação nacional não enquadra PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, mas como grupos criminosos voltados ao lucro por meio do tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.