Ministro da Fazenda disse que decisão tem interesse eleitoral da oposição O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/06/2026 - 08:07 Ministro da Fazenda critica classificação de facções como terroristas pelos EUA O ministro da Fazenda, Dario Durigan, planeja entrar em contato com autoridades dos EUA para discutir a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho e PCC como terroristas, decisão que ele vê com motivações eleitorais. Durigan reforça o compromisso do governo no combate ao crime organizado e expressa preocupação com possíveis impactos econômicos no Brasil, especialmente no sistema financeiro e no Pix. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que deve entrar em contato com autoridades do governo dos Estados Unidos nesta semana, para esclarecer a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. Em entrevista à rádio CBN, Durigan disse que o governo brasileiro está comprometido com o combate à facções. — Nós não vamos deixar de fazer esforços, essa semana eu devo entrar em contato com as autoridades dos Estados Unidos para esclarecer o que está acontecendo. O presidente Lula foi o primeiro a dizer que precisamos aumentar o combate deste tipo de organização criminosa, agora a gente vai colocar isso em risco agora? A troco de quê? — afirmou o ministro da Fazenda. Na semana passada, o governo dos Estados Unidos decidiu classificar das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) como terroristas. A decisão foi tomada pouco depois do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com o presidente Donald Trump, e foi comemorada por membros da oposição. Para Durigan, a medida é uma tentativa de gerar instabilidade no Brasil à beira das eleições presidenciais. — É inaceitável receber esse tipo de pressão, de intimidação perto do período eleitoral, a pretexto de dizer que se está preocupado com o Brasil e com a higidez do nosso comércio. O ministro da Fazenda ainda afirmou que o governo fará "de tudo" para que não haja impacto econômico sobre empresas brasileiras, já que a decisão aumenta a insegurança jurídica principalmente do sistema financeiro, e também em relação ao Pix. — Caso haja impacto financeiro e prejuízo financeiro injustamente causado por um ato unilateral, é possível pensar em medidas financeiras e econômicas de suporte também — afirmou.
Durigan diz que deve entrar em contato com EUA para esclarecer classificação de facções como terroristas
Ministro da Fazenda disse que decisão tem interesse eleitoral da oposição












