O ministro da Fazenda afirmou que a decisão pode ter impacto macroeconômico em várias frentes, mas que governo e BC têm mantido contato com agências de classificação de risco para proteger a economia brasileira O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou o impacto da decisão dos EUA em classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas — Foto: Washington Costa/MF O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (29) que pode haver aumento do risco-país com a classificação pelos Estados Unidos das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Também pode haver prejuízos à atração de investimento estrangeiro direto. "Tem um índice que chama CDS, que marca o risco do país. E o mundo inteiro olha para esse risco. O risco do Brasil tem caído sistematicamente. Agora, imagine se esse risco começar a subir por conta de uma decisão artificial como essa, e que se gere uma preocupação no investidor de que o Brasil é uma área de risco. Então, você pode ter, sim, um aumento de risco do país, do investimento direto", disse Durigan em entrevista à Globonews. Ele disse que a classificação pode ter impacto macroeconômico em várias frentes, mas que o governo e o Banco Central têm mantido contato com as agências de classificação de risco para proteger a economia brasileira. "Há uma conversa minha e do Banco Central com o sistema financeiro para garantir que não tenha diminuição de nota do Brasil por agências e não haja impacto para os nossos bancos e fintechs", disse o ministro. Na entrevista, ele defendeu que cabe às instituições brasileiras dar resposta no combate ao crime organizado.