Mais de 200 pessoas já foram mortas em uma campanha de bombardeios conduzida pelos militares dos Estados Unidos contra pessoas acusadas de contrabandear drogas nas águas próximas à América do Sul, após uma série de ataques mortais na última semana.
Os militares disseram neste sábado (31) que três homens foram mortos no leste do Pacífico durante um ataque ordenado pelo general Francis Donovan, comandante do Comando Sul, contra uma embarcação que estava "envolvida em operações de narcotráfico". As mortes elevam o total de vítimas para pelo menos 202, em mais de 60 ataques.
As operações têm sido envoltas em sigilo. Poucos corpos das vítimas foram recuperados, e existem escassas evidências físicas de destroços ou das drogas que o governo Trump afirma que os barcos transportavam.
Uma ampla gama de especialistas jurídicos afirma que os ataques são ilegais porque os militares são proibidos de atacar deliberadamente civis, mesmo que se acredite que tenham cometido um crime, a menos que representem uma ameaça imediata. Especialistas também dizem que não há evidências de que os ataques tenham tido qualquer impacto na quantidade de cocaína que chega aos EUA vinda da América do Sul.
O número de mortos, no entanto, representa apenas uma dimensão das consequências da campanha letal.











