O órgão de controle independente do Pentágono está investigando a legalidade das operações do Exército dos Estados Unidos contra supostas narcolanchas, que mataram pelo menos 192 pessoas, informa a imprensa americana.
O governo do presidente Donald Trump começou a atacar embarcações no Caribe e no leste do Oceano Pacífico em setembro do ano passado, insistindo que o país está, na prática, em guerra com o que denomina de “narcoterroristas” que operam a partir da América Latina.
Mas especialistas em direito e grupos de defesa dos direitos humanos sugerem que os ataques podem constituir execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.
O governo Trump não apresentou evidências conclusivas de que as embarcações atacadas no âmbito da operação “Southern Spear” estejam envolvidas com o narcotráfico.
A reação contra a operação representa um revés para o secretário de Defesa, Pete Hegseth, que em março afirmou, durante uma conferência com presença de autoridades latino-americanas, que a campanha para caçar as supostas lanchas de drogas havia sido tão bem-sucedida que era difícil encontrar alvos.








