Se no palco havia um artista que havia dez anos não apresentava um trabalho novo, na plateia estava um público pronto para aplaudir e celebrar a música popular nordestina brasileira. Assim foi a estreia do show "Eita" que Lenine e seu quinteto de músicos fizeram na noite deste sábado (30) no Tokio Marine Hall, em São Paulo. E como diz o próprio cantor e compositor pernambucano, foi "eita" atrás de "eita".
A interjeição dá nome à canção e ao mais recente álbum que Lenine lançou em novembro do ano passado, após um hiato de uma década sem um trabalho inédito gravado em estúdio. Foi o filho do meio, o músico e produtor musical Bruno Giorgi, que trouxe o pai de volta ao seu ofício de compor e tocar depois que ele desistiu da música durante a pandemia da Covid-19.
"Eu fui um imbecil em achar que poderia viver sem isso aqui [a música]. Obrigado, filho", afirmou Lenine ao apresentar Bruno à plateia. "Ele foi o responsável para que eu fizesse as pazes comigo mesmo", completou. Além de produtor de "Eita", o músico toca baixo, faz backing vocal e traz alguns efeitos sonoros às canções durante o show.
Com o seu violão, o mesmo que desprezou no período que define como "pandemia e pandemônio", Lenine foi o maestro de sua pequena e afiada orquestra e conduzia o público apenas com o olhar. No show, também estavam no palco os músicos Negadeza (percussão), Henrique Albino (sopros), Gabriel Ventura (guitarra), Pantico Rocha (bateria) e Bruno.













