Cantora apresentou, no Teatro Riachuelo, o show “nem tão pouco assim”, que transforma sucessos da carreira em versões acústicas A cantora Carol Biazin — Foto: Divulgação Após lotar teatros pelo Brasil, Carol Biazin retoma a turnê acústica “nem tão pouco assim”, que passou pelo Teatro Riachuelo Rio. As duas sessões cariocas, realizadas na terça-feira, dia 2 de junho, e ontem, já estavam esgotadas desde antes da artista chegar à Cidade Maravilhosa. O espetáculo, que rodou o país em 2025 com a proposta de uma atmosfera intimista, segue em uma nova etapa de shows pelo país. Na primeira temporada, Carol percorreu cinco capitais: São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em São Paulo, a estreia no Teatro Gazeta teve ingressos esgotados em apenas 20 minutos, o que levou à abertura de uma sessão extra e consolidou a iniciativa 'unplugged' surgida do desejo de aproximação, escuta e reconexão com o público que acompanha a artista também pelos fones de ouvido. Carol Biazin — Foto: Divulgação No repertório, Biazin revisita sucessos da carreira em novos arranjos. O show busca evidenciar seu lado 'multi-instrumentista' e valorizar interpretações mais próximas do público. Em cena, as músicas ganham novos contornos, reforçando a carga emocional das letras. Às vésperas da apresentação desta terça-feira, Carol disse a O GLOBO que tocar no Rio tem um peso especial em sua trajetória. — Eu sempre fico muito ansiosa pra tocar no Rio. É um público que sempre me recebe muito bem — afirma a cantora de 29 anos — Já me apresentei na cidade com shows de vários formatos e em todos foi como se estivesse aqui pela primeira vez. O formato mais privado também tem funcionado como uma espécie de retrospectiva da carreira. Carol lembra que começou a se aproximar do público por meio de covers, especialmente depois de participar do “The Voice”, e que sua trajetória foi evoluindo progressivamente a partir disso. Belém, por exemplo, foi uma das primeiras cidades por onde passou ainda como artista independente. Na nova etapa, voltou à capital paraense com duas sessões esgotadas. Carol Biazin — Foto: Rafael Paiva — O acústico traz exatamente essa sensação nostálgica de ir para onde tudo começou. Belém foi uma das primeiras cidades que eu passei. Eu ainda não tinha gravadora e lembro que tinha poucas pessoas ali para me ver, mas essas pessoas estavam todas na mesma intensidade que existe hoje — recorda a cantora — Retornar para lá foi muito bonito mesmo. Chorei a beça. O(s) universo(s) de Carol Biazin Nos últimos trabalhos, Carol tem ampliado o campo de experimentação. A cantora já lançou parcerias com nomes como o pagodeiro Dilsinho, a rapper Ebony e o sertanejo Léo Foguete, além de projetos embalados por conjuntos de orquestra. Para ela, a colaboração com artistas de diferentes gêneros é uma forma de levar outros universos para dentro da própria identidade musical. — Sempre me vi com um artista muito curioso, que gosta de experimentar, e toda vez que eu penso em colaborar com alguém eu sempre vejo muito aquela pessoa, entro um pouco no mundo dela — afirma — quando eu trabalhei com o Dilsinho, por exemplo, foi exatamente essa ideia de trazer o pagode, que é a linguagem dele, para dentro de um universo mais meu, de brincar mais com o urbano, com R&B, com pop. Isso é uma coisa que eu amo fazer e quero poder explorar isso na minha carreira. Autora de obras como "Amor Traumatizado", "Te Amo Sem Culpa" e "Ligações de Alma", Biazin coloca as relações afetivas e os sentimentos a dois como temas centrais em sua trajetória. Carol afirma que parte da própria vivência para compor, mas vê as músicas ganharem novos sentidos quando chegam ao público. — Eu sempre gostei muito de escrever sobre amor, sobre o meu jeito de enxergar o mundo. Acho que, no final das contas, quando a minha história vai para o mundo, ela vira a história de outras pessoas, com as suas próprias interpretações, suas próprias vivências Indicada ao Grammy Latino 2025 por “No Escuro, Quem É Você?”, na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”, Carol também vai se apresentar na edição portuguesa do Rock in Rio. A artista fará show no Rock in Rio Lisboa no dia 20 de junho, na mesma noite de Katy Perry. Pedro Sampaio, Alok e Calema também estão confirmados. Ela diz que sempre teve vontade de explorar o mercado internacional, mas afirma que o foco principal ainda é ampliar sua presença no Brasil. — Eu cresci com muitas referências internacionais, então é óbvio que eu sempre sonhei muito com levar a minha carreira a outros países. A indicação ao Latin Grammy, tocar no Rock in Rio, não só aqui do Brasil, mas no Rock in Rio Lisboa também foram passos para poder chegar lá — revela — Obviamente este não é, hoje, o meu foco principal, porque eu ainda preciso focar muito aqui. Tenho muitos lugares ainda para acessar. Para Carol, o pop brasileiro vive um momento em que a narrativa artística e a vulnerabilidade ganham mais força do que a performance grandiosa associada historicamente ao gênero. — Acho que o pop exige muita singularidade do artista, e eu vejo hoje o pop podendo ser orgânico, A performance, sempre foi um aspecto importante do gênero, mas sinto que hoje o ponto principal é a narrativa artística do artista: sobre o que ele canta e como que as pessoas se identificam com ele. Depois do Rio, a turnê “nem tão pouco assim” segue para Curitiba, no dia 5 de junho, e Londrina, no dia 7. Ainda estão previstas apresentações em São Luís, Teresina, Campinas, Porto Alegre, Florianópolis, Blumenau, Goiânia, Vitória, Ribeirão Preto, Joinville, Pelotas e Novo Hamburgo.
'Sempre gostei de escrever sobre amor': Com duas sessões esgotadas no Rio, Carol Biazin Rio retoma turnê acústica de 'pop orgânico'
Cantora apresentou, no Teatro Riachuelo, o show “nem tão pouco assim”, que transforma sucessos da carreira em versões acústicas










