Uma das testemunhas mais aguardadas do júri, Thayná Ferreira afirmou à juíza que mentiu anteriormente e descreveu episódios envolvendo Jairinho, além de suposta pressão para falar bem do casal após a morte do menino Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel começou já dura três dias — Foto: Gabriel de Paiva 25/ 05/2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 31/05/2026 - 12:46 Babá de Henry Borel revela mentiras e pressões no julgamento Durante o julgamento do caso Henry Borel, a babá Thayná Ferreira, uma das testemunhas mais aguardadas, declarou à juíza que havia mentido anteriormente e relatou pressões para falar bem do casal acusado. Em seu depoimento, Thayná descreveu episódios de "tortura" envolvendo Jairinho e expressou nervosismo, afirmando que sugeriu à mãe de Henry a instalação de câmeras para se proteger. O clima no plenário foi tenso, com discussões acaloradas entre advogados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma das oitivas mais aguardadas de todo o julgamento da morte de Henry Borel foi marcada por momentos de forte tensão emocional neste domingo. Em meio ao depoimento, a babá Thayná de Oliveira Ferreira se inclinou em direção à própria advogada e, em voz baixa, afirmou: — Eu preciso sair daqui. Eu não estou bem. A fala ocorreu após uma sequência de questionamentos e interrupções envolvendo a defesa de Monique Medeiros, a acusação e a própria testemunha. Ao longo do depoimento, Thayná reafirmou que relatava a Monique, em tempo real, situações que considerava preocupantes envolvendo Henry e Jairinho, chegando a classificar o que ocorria com a criança como uma “tortura”. A defesa de Monique passou então a questionar a conduta da própria babá, sugerindo que, se ela acreditava que Henry corria risco, também teria permanecido inerte diante da situação. Em diversos momentos, os advogados tentaram explorar o fato de Thayná nunca ter procurado a polícia para denunciar os episódios que descreveu em plenário. Em resposta, a babá afirmou que também ficava nervosa e assustada diante das situações que presenciava. — Eu também ficava nervosa, assim como o Henry — afirmou Thayna. Ela sustentou que nunca viu uma agressão física acontecer diante de seus olhos, mas relatou ter testemunhado circunstâncias que a preocupavam, como momentos em que a criança ficava trancada em um quarto com Jairinho, além de marcas que observava no corpo do menino. Segundo Thayná, ela chegou a sugerir a Monique a instalação de câmeras no apartamento para registrar o que acontecia e também para se resguardar. — Eu pedi para ela colocar câmeras — afirmou a babá. A babá também reiterou que Monique tinha conhecimento dos fatos que ela relatava e recebia mensagens suas sobre os episódios. O clima no plenário se deteriorou ainda mais quando a discussão ultrapassou os limites do depoimento da testemunha. Em determinado momento, o assistente de acusação Cristiano Medina e o advogado Hugo Novais, da defesa de Monique, protagonizaram uma acalorada troca de acusações. Aos gritos, os dois discutiram diante dos jurados, apontando dedos um para o outro a curta distância, obrigando a intervenção da juíza Elizabeth Machado Louro para restabelecer a ordem na sessão.