Estudo da casa suíça argumenta que a abertura da curva brasileira não pode ser explicada apenas pela dinâmica dos Treasuries e aponta aumento do prêmio de risco doméstico ligado às dúvidas fiscais Solange Srour, head de economia para Brasil da UBS Wealth, vê incerteza fiscal como o motivo para spread elevado entre prêmios nos juros do Brasil e dos EUA — Foto: Anna Carolina Negri/Valor A disparada dos juros globais ajudou a pressionar as taxas de longo prazo no Brasil, mas não explica toda a deterioração observada no mercado doméstico. Para a UBS Global Wealth Management, a manutenção da ponta longa da curva brasileira próxima de 14% reflete, sobretudo, um aumento do prêmio de risco local, associado às dúvidas sobre a trajetória fiscal e sobre a capacidade de estabilização da dívida pública, que impede um alívio consistente no mercado de juros e mantém elevados os custos de financiamento do governo.

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Uma economia menos ociosa do que o BC imaginava

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