Com 954 lançamentos residenciais no ano passado, 41% a mais do que em 2024, segundo o Secovi-SP, Santana é um distrito em expansão. Cresce em todos os seus quadrantes, especialmente em direção ao sul, rumo à marginal Tietê e ao Campo de Marte, cuja posse do terreno foi objeto de acordo recente entre prefeitura e União —depois de um litígio histórico.

Como consequência, um decreto municipal criou ali um parque de cerca de 400 mil m², mas faltou combinar com os russos —no caso, os clubes de futebol de várzea que estão lá há décadas e agora têm de deixar o local.

O distrito também cresce na direção da Cantareira, em que se destacam lançamentos de alto padrão; e cresce especialmente numa área que de direito não é sua —está nos limites da Vila Guilherme, no entorno do shopping Center Norte, cuja aridez de três desertos de seus estacionamentos dará lugar futuramente a um bairro de 600 mil m², o Cidade Center Norte, com torres residenciais e corporativas e a promessa de arborização com espécies da mata atlântica nativa.

Santana está para a zona norte como Mooca e Tatuapé estão para a leste: é seu centro econômico e, no caso da primeira, também geográfico. Moradores antigos veem o distrito como destino de moradia e de investimento.