Ursula Maschette, psicóloga especialista em promoção da saúde menstrual, ouviu sobre o assunto pela primeira vez em uma aula de gênero durante mestrado na UCL (University College London). "Eu não entendia e não conhecia nem meu próprio ciclo, não sabia como isso funcionava", diz.
A surpresa foi tanta que este virou o tema de sua tese. Ela pesquisou em uma escola do Paraná como as meninas aprendiam sobre menstruação. "E elas aprenderam como eu: conversando com as amigas."
Durante as entrevistas, porém, apareceu uma demanda inesperada. As garotas falavam sobre as dúvidas que tinham com outras meninas, mas o assunto não se esgotava ali. Elas mostravam necessidade de conversar também com os meninos.
Nesta quinta-feira, 28 de maio, data em que se celebra o Dia da Dignidade Menstrual, especialistas, ativistas e jovens se reuniram em um seminário promovido pelo Instituto Alana, em Brasília, para debater saúde menstrual.
Durante o evento, em uma discussão sobre como meninos e meninas podem conversar juntos sobre o tema, garotos de 13 a 15 anos contaram que nas suas escolas os dois gêneros foram separados durante aulas sobre saúde sexual.














