Dominado pelo partido governista, o Congresso do México concluiu nesta sexta-feira 29 a aprovação de uma reforma constitucional que busca anular eleições cujo resultado tenha sido comprovadamente influenciado por uma intervenção estrangeira.

Lançada pelo partido de esquerda Morena, a iniciativa foi aprovada na manhã desta sexta-feira 29 no Senado, após ser votada ontem pelos deputados, mas requer leis complementares para ser aplicada.

Outra iniciativa presidencial aprovada com o voto do governismo foi a criação de uma comissão dentro da autoridade eleitoral que vete possíveis vínculos de candidatos com o crime organizado.

Após a votação no Senado, o artigo 41 da Constituição prevê agora a anulação de uma eleição quando “comprovados atos de intervenção ou interferência estrangeira que influenciem os resultados”.

A reforma sobre a interferência gerou preocupação entre opositores e especialistas, que alertaram para o caráter discricionário da sua aplicação. Mas a proposta complementar que reformava leis secundárias relacionadas aos fundamentos para a anulação de uma eleição foi retirada na tarde de ontem por Ricardo Monreal, líder dos deputados do Morena e autor do projeto, o que deixa a reforma constitucional sem uma normativa para ser aplicada.