Ex-ministra afirmou que 'criar ganchos para possibilitar qualquer tipo de aventureirismo intervencionista no nosso país não é tolerado' e que quem cuida da segurança pública no país é o Brasil A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva — Foto: Daniel Ramalho/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 12:13 Marina Silva critica EUA por classificar CV e PCC como terroristas A ex-ministra Marina Silva criticou a decisão dos EUA de classificar as facções CV e PCC como terroristas, afirmando que isso pode afetar aliados de quem propôs tal medida, referindo-se a Flávio Bolsonaro. Ela destacou que a segurança pública é responsabilidade do Brasil e alertou contra aventuras intervencionistas. Enquanto a direita celebra a decisão, petistas sugerem cautela para não parecer defesa de criminosos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ex-ministra do Meio Ambiente e possível candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), afirmou nesta sexta-feira (29) que a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas “vai impactar os amigos de quem foi fazer esse tipo de proposta”. Na terça-feira (26), o senador Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com Donald Trump, presidente dos EUA, e em entrevista após a visita afirmou que havia pedido que o país classificasse as facções como terroristas. — Eu acho que vai impactar, em primeiro lugar, os amigos de quem foi fazer esse tipo de proposta. Aqueles que estão envolvidos em crimes organizados, e que é de conhecimento de vocês todos da mídia. Esses serão os mais impactados, com certeza – falou Marina em conversa com jornalistas, durante evento da Fundação Perseu Abramo, braço teórico do PT, após ser indagada sobre os efeitos da medida para a disputa eleitoral deste ano. Marina acrescentou que é o Brasil que deve “cuidar dos problemas de segurança do Brasil”. — Por isso que hoje o debate sobre segurança está nacionalizado. Por isso que o presidente Lula se dispõe a trabalhar com todos os governadores. Agora, criar ganchos, que é uma linguagem da diplomacia, para possibilitar qualquer tipo de aventureirismo intervencionista no nosso país, isso não é tolerado — disse. Petistas, por outro lado, avaliam que Lula deve calibrar o discurso ao reagir ao tema, de maneira que o governo federal ressalte a importância do combate ao crime organizado com firmeza, ao mesmo tempo em que defenda a soberania nacional. Representantes da esquerda ouvidas pelo GLOBO afirmam que as facções “são um problema e precisam ser combatidas”, mas que a decisão de Trump pode abrir brechas para intervenção americana no país, e usam a Venezuela como paralelo.
Decisão dos EUA de classificar CV e PCC como terroristas vai impactar os amigos de Flávio, diz Marina Silva
Ex-ministra afirmou que 'criar ganchos para possibilitar qualquer tipo de aventureirismo intervencionista no nosso país não é tolerado' e que quem cuida da segurança pública no país é o Brasil














