Investigada por vender gravações de tortura na internet para clientes da Europa, mulher responderá em liberdade por maus-tratos, zoosadismo e atos obscenos Daiana Schuinsekel de Almeida, suspeita de gravar agressões contra animais e comercializar o conteúdo em plataformas semelhantes ao Discord para usuários de países da Europa — Foto: Reprodução/TV Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 10:55 Mulher acusada de vender vídeos de tortura animal é solta em SP Suspeita de vender vídeos de tortura de animais, Daiana Schuinsekel de Almeida foi solta horas após sua prisão em São Paulo. Investigações apontam que ela comercializava gravações de maus-tratos para a Europa, identificada por tatuagens e marcas. Com provas apreendidas, como sapatos usados nos vídeos, ela responderá em liberdade por zoosadismo e outros crimes. A denúncia surgiu de uma ONG búlgara. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A empresária suspeita de torturar e matar animais esmagando-os com os pés e as mãos para vender vídeos na internet foi solta horas depois de ser presa nesta quinta-feira (28), em São Paulo. Segundo o G1, os investigadores não conseguiram acessar os celulares de Daiana Schuinsekel de Almeida para analisar o material apreendido e, como não houve flagrante, ela foi liberada. A suspeita vai responder em liberdade pelos crimes de maus-tratos, zoosadismo, atos obscenos e comercialização de vídeos de violência. De acordo com a Polícia Civil, Daiana gravava as agressões e vendia os vídeos em plataformas semelhantes ao Discord para pessoas de países da Europa. Ela foi identificada por conta de uma tatuagem e marcas nas pernas. Segundo os investigadores, a empresária mantinha uma produtora de vídeos de sadismo e afirmou que comercializava os conteúdos por valores entre 20 e 50 euros, dependendo do material. A mulher matava animais como coelhos, pintinhos e gatos usando os pés e as mãos. Na casa dela, os policiais apreenderam os sapatos utilizados nos vídeos de tortura, apontados como provas dos crimes atribuídos à suspeita. A polícia apura há quanto tempo os crimes eram praticados e quantos vídeos teriam sido vendidos. A investigação começou após uma ONG da Bulgária denunciar os crimes à Polícia Federal brasileira. A entidade teve acesso aos vídeos e encaminhou o material às autoridades. O caso foi repassado à Polícia Civil de São Paulo e passou a ser investigado pela Delegacia de Crimes contra os Animais, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC). A advogada Camila Almeida Guilherme, que assumiu a defesa de Daiana, informou que “neste primeiro momento a defesa irá se inteirar dos fatos e posteriormente emitiremos uma nota à imprensa”.