Uma construtora ligada ao empresário Renato Araújo, pré-candidato a deputado federal pelo PL no Rio de Janeiro, firmou ao menos R$ 16 milhões em contratos para reforma de escolas públicas na gestão Cláudio Castro (PL).
As obras das unidades de ensino são alvo de inquérito da Polícia Federal contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), ex-presidente da Assembleia Legislativa. A investigação levou à prisão do deputado Thiago Rangel (Avante).
Irregularidades na contratação das reformas em escolas também levaram o TCE (Tribunal de Contas do Estado) a determinar, em abril, a suspensão de pagamentos às empresas envolvidas, entre elas a Bravo Construções, da mulher de Araújo.
Em nota, a Bravo Construções afirmou que "apresentou propostas de preços de forma criteriosa e em estrita conformidade com os elementos técnicos disponibilizados pelas entidades contratantes". A empresa disse também que as contratações foram um "desdobramento natural de uma trajetória sólida e anterior a qualquer vinculação política".
A defesa de Bacellar declarou que desconhece o tema e disse que o ex-deputado não cometeu crimes. A Secretaria de Educação disse que as obras de manutenção das escolas estão passando por uma revisão administrativa para ampliar a transparência e eficiência na aplicação de recursos públicos.













