O aumento do consumo de tabaco por adolescentes, potencializado pelo uso de aditivos de sabor e aroma, é uma preocupação das autoridades de saúde, disse o diretor-geral do Inca (Instituto Nacional de Câncer), Roberto Gil.

O comentário foi feito durante evento em razão do Dia Mundial sem Tabaco (celebrado em 31 de maio), realizado nesta quinta-feira (28) no Rio de Janeiro.

"Um produto [tabaco] que mata 1 em cada 2 usuários não deveria existir. A relação entre incidência e mortalidade é alta, e isso faz com que tenhamos um alto nível de doenças prematuras evitáveis com severos impactos econômicos. O que podemos obter por arrecadação de impostos não compensa os gastos. Precisamos ter como meta um mundo livre do tabaco", disse Gil.

O tema deste ano, "Desmascarando o apelo – Combatendo a dependência de nicotina e tabaco", aborda como crianças e adolescentes são cercados por estratégias enganosas da indústria fumageira e seus aliados.

"Não estamos mais falando da indústria do tabaco, mas da indústria da nicotina, da qual o tabaco faz parte", disse Vera Luiza da Costa e Silva, secretária-executiva da Conicq (Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco).