O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou que as facções criminosas devem ser combatidas, mas criticou a decisão dos Estados Unidos de classificarem o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.
Em nota, o ex-chanceler disse que pretextos para intervenção estrangeira no Brasil não são aceitáveis.
"Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção, é inaceitável", afirmou o conselheiro do presidente Lula (PT).
A medida foi anunciada pelos EUA nesta quinta-feira (28) após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ao presidente Donald Trump na terça (26) e a outros membros do gabinete americano, como Marco Rubio, do Departamento do Estado, e JD Vance, vice-presidente dos EUA.
Pelas redes sociais, Rubio afirmou que as organizações criminosas "são as mais perigosas do Brasil". "Seu alcance se estende por toda a nossa região e ao nosso país. A administração Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossos interesses de segurança nacional e negar o financiamento e recursos narcoterroristas."











