O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu nesta quinta-feira (28) o julgamento que debate as alterações na Lei da Ficha Limpa feitas pelo Congresso Nacional ao apresentar um pedido de vista (mais tempo para análise).

Há dois votos para suspender a flexibilização da legislação: o de Cármen Lúcia (relatora do caso) e de Luiz Fux. A decisão do STF impactará em possíveis candidaturas como dos ex-governadores Anthony Garotinho, Sérgio Cabral (ambos do Rio de Janeiro) e José Roberto Arruda (Distrito Federal), além do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Decano do tribunal, Gilmar terá 90 dias para devolver o processo, já com seu voto. Os demais ministros que ainda não se manifestaram poderão antecipar sua posição nesse período. São eles: Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin (presidente da corte), Flávio Dino e Kassio Nunes Marques.

O julgamento é realizado no plenário virtual da corte. Na modalidade, não há discussão entre os ministros como na sessão plenária e eles apenas registram seus votos.

A análise teve início em 22 de maio e iria até esta sexta (29). Ao abrir o julgamento, Cármen Lúcia votou a favor da volta da redação anterior do projeto aprovado no Senado, em que os oito anos de inelegibilidade só começam a contar a partir do fim do cumprimento da pena.