Lucas Coelho, 21, liderou projetos de prestação de serviços estratégicos, financeiros e digitais para clientes reais do mercado. E fez isso ainda no início da faculdade, do primeiro ao quarto semestre, à frente da FGV Jr, uma empresa júnior. Ele é aluno do quinto período de administração na FGV (Fundação Getulio Vargas), no Rio de Janeiro.

Como ele, estudantes têm encontrado cursos que incorporam inovação e gestão aplicada para formar lideranças em um mercado em constante transformação.

As grades engessadas dão lugar a ecossistemas vivos, nos quais as faculdades traduzem tendências corporativas em experiência prática imediata, estimulando a liderança desde o início.

Embora o grupo de brasileiros com ensino superior tenha mais que dobrado entre 2012 e 2025, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o rendimento médio segue abaixo do recorde registrado em 2014. Em um cenário competitivo e com salários pressionados, o diploma por si só já não basta. A partir disso, o grande diferencial passou a ser a capacidade de liderar e inovar na prática.

Essa aproximação exige flexibilidade diante de novas tecnologias. Segundo Flávio Vasconcelos, pró-reitor da FGV, a inteligência artificial afeta profundamente a metodologia de ensino e a dinâmica profissional. "A inteligência artificial afeta a gente em duas áreas", explica Vasconcelos.