Em uma rotina cada vez mais marcada pelo excesso de telas, estímulos digitais e compromissos, preservar o espaço das brincadeiras na infância torna-se algo difícil, porém necessário. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) apontam que apenas 15 minutos diários de interação e brincadeiras com os bebês são capazes de estimular milhões de conexões cerebrais, fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças.
Atividades como correr, desenhar, montar brinquedos, brincar de faz de conta, participar de jogos em grupo ou até transformar tarefas simples do cotidiano em momentos lúdicos ajudam no desenvolvimento da criatividade, autonomia, memória, linguagem, concentração e capacidade de resolver problemas, com impactos positivos que podem se refletir até a vida adulta.
A Dra. Mariana Ramos, professora de Psicologia da Afya Centro Universitário Itaperuna, explica que o brincar é uma das principais formas de aprendizagem e comunicação na infância. “É por meio do brincar que a criança aprende a reconhecer emoções, lidar com frustrações, esperar, negociar regras, desenvolver empatia e construir sensação de segurança emocional. Enquanto brinca, ela experimenta o mundo, testa possibilidades, ensaia papéis sociais e aprende, de maneira simbólica, a organizar suas experiências internas e externas”, afirma.














