Segundo Nilton David, moeda brasileira tem característica de estar muito ligado ao humor geral do mercado O diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou nesta quinta-feira que o mercado brasileiro de câmbio deixou de ser espaço para “hedge" (proteção) cambial como foi no passado, ainda que não se saiba se isso é temporário ou não. “O real costuma ser utilizado pelos gestores lá fora como um dos pivôs para fazer balanceamento de risco”, disse, acrescentando que o real tem característica de estar muito ligado ao humor geral do mercado. Os comentários foram feitos no evento Pine Macro Day, organizado pelo Banco Pine, na sede da instituição em São Paulo. Apesar disso, David lembrou que o nível de juros é restritivo atualmente, mais do que em momentos normais, e diante disso, neste último ano, a moeda brasileira “deixou de ser moeda de 'hedge' geral, como foi no passado”. Nesse espaço, o diretor também apontou que o real apreciou com baixa volatilidade no tarifaço e agora no conflito no Oriente Médio. Ao olhar para o papel do investidor local e do estrangeiro nos mercados domésticos, David afirmou que os estrangeiros são ‘players’ relevantes e assumem riscos maiores. “Apesar de estrangeiro ter só 10% da dívida, tem mais de 50% do risco de juros da dívida”, diz fazendo referência ao investidor de fora estar mais disposto a buscar por mais div01 [indicador de volume de risco]. “O investidor local não tem apetite para risco mais longe na curva”, afirma. “Parte longa da curva sempre pareceu algo não desejável para os locais.” O diretor também lembrou que os fundos multimercados perderam fatia relevante dos seus ativos, quase metade de seis anos atrás. Nilton David, diretor de política monetária do Banco Central — Foto: Reprodução/LinkedIn
Real deixou de ser moeda de 'hedge' geral, como foi no passado, diz diretor do BC
Segundo Nilton David, moeda brasileira tem característica de estar muito ligado ao humor geral do mercado









