A deputada Marussa Boldrin (GO) — Foto: Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 23:26 Impasse no setor de etanol adia votação de projeto sobre combustíveis O setor de etanol reabriu negociações sobre o projeto de lei para reduzir o preço dos combustíveis, questionando a competitividade do etanol frente à gasolina. O impasse envolve uma possível subvenção extra de R$ 3 bilhões. A votação do projeto foi adiada, e as discussões continuam. O governo enfrenta resistência da bancada ruralista e demandas do setor de distribuição de gasolina sobre compensação tributária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Apesar de o governo ter fechado, na noite de quarta-feira, um acordo com a deputada Marussa Boldrin para viabilizar a votação do projeto de lei desenhado para reduzir o preço dos combustíveis , as negociações foram reabertas poucas horas depois diante de novas demandas do setor de etanol. O principal impasse está relacionado ao mecanismo de competitividade do etanol frente à gasolina, de acordo co interlocutores. O setor argumenta que o texto, da forma como está redigido, ainda não garante a diferença de preço para manter o biocombustível competitivo. Na prática, é como se estivesse sendo pedida uma espécie de subvenção extra, que pode custar mais de R$ 3 bilhões, segundo informações de bastidores. Diante da falta de consenso, a votação do projeto (que chegou a ser anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta) acabou não ocorrendo. Com isso, a Câmara antecipou a discussão da PEC que trata da redução da jornada de trabalho no modelo 6x1. A nova rodada de negociações avançou pela noite, mas deve prosseguir nessa quinta-feira. O governo enfrenta resistência crescente da bancada ruralista, que já vinha em atrito com o Ministério da Fazenda em outra frente de negociação: o projeto em tramitação no Senado para renegociação de dívidas do setor agropecuário. Outra demanda reaberta nas discussões do PLP dos combustíveis partiu do setor de distribuição de gasolina. As empresas querem, caso o governo não faça o pagamento das subvenções no prazo previsto de 30 dias, as empresas possam fazer compensação tributária. A preocupação é evitar um eventual descasamento de caixa e reduzir o risco de inadimplência da União no ressarcimento dos créditos.
Setor de etanol pressiona e reabre negociações em torno de projeto para reduzir preço dos combustíveis
Setor de etanol pressiona e reabre negociações em torno de projeto para reduzir preço dos combustíveis














