Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pressionam para que o governo dos Estados Unidos classifique PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas como estratégia para emparedar o governo Lula (PT) em relação ao tema da segurança pública na campanha eleitoral.

Como a gestão petista é contra a equiparação das facções criminosas a organizações terroristas internacionais, esse debate obrigaria aliados de Lula a defenderem sua posição, o que seria explorado por bolsonaristas como se fosse uma proteção a criminosos, tema com potencial de desgaste nas eleições.

A avaliação é feita por pessoas próximas de Flávio, que fez nesta semana uma série de reuniões em Washington para levar o pedido a autoridades americanas.

O governo Lula avalia que a eventual designação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA deixaria empresas brasileiras e o sistema financeiro nacional expostos a medidas unilaterais do governo americano. Segundo aliados do petista, isso também poderia abrir brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro.

A solicitação para que PCC e CV sejam tratados pelos EUA como terroristas foi levada por Flávio ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante a reunião na Casa Branca na terça-feira (26). O tema foi reforçado pelo senador em encontros nesta quarta-feira (27) com outras autoridades americanas, como o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente JD Vance.