O CEO e cofundador do Airbnb, Brian Chesky, reconhece que aluguéis de curta temporada precisam ser regulamentados em cidades que passam por crises habitacionais. Após anos de disputas com governos locais, o executivo admite que, em algumas situações, sua empresa pode, sim, ser um problema.
Em entrevista a jornalistas na sede do Airbnb, em San Francisco, nos Estados Unidos, na última quarta-feira (20), Chesky falou sobre a pressão regulatória pelo mundo e a "profissionalização" dos anfitriões.
Segundo Brian, 87% dos anfitriões do Airbnb têm apenas um ou dois anúncios listados no aplicativo. É um reforço do discurso de fundação da empresa, que foi criada para ajudar pessoas a fazer uma renda extra alugando um quarto sobrando em casa ou um apartamento sem uso. Mas hoje a realidade em várias cidades é diferente.
Uma parte relevante dos anúncios é administrada por pessoas que atuam praticamente como agentes imobiliários.
No Rio de Janeiro, por exemplo, 55% dos anúncios —cerca de 23 mil— estão nas mãos de anfitriões que possuem múltiplos apartamentos no aplicativo, segundo dados da plataforma Inside Airbnb. O principal "anfitrião" na capital fluminense tem, sozinho, 232 imóveis listados.











